Pense em um lugar onde natureza e arte se harmonizam completamente. Ele existe e se chama Inhotim. Está situado em Brumadinho, a 60 km (aproximadamente 1h15 de viagem) de Belo Horizonte, Minas Gerais, e ocupa uma área de 100 hectares. Verdadeiro paraíso na Terra, abriga jardins botânicos dotados de uma variedade incrível de espécies tropicais raras e um acervo artístico de abrangência internacional que encanta qualquer visitante.
Hélio Oiticica, Cildo Meireles, Tunga, Adriana Varejão e Miguel Rio Branco se juntam a Matthew Barney e Doug Aitcken, entre muitos outros artistas nacionais e estrangeiros, para compor a lista do acervo do Museu Inhotim, dos mais expressivos em arte contemporânea (cerca de 500 obras de mais de 100 artistas de 30 diferentes nacionalidades), formado desde meados de 1980. Os trabalhos ocupam as 13 galerias permanentes e quatro temporárias, concebidas especialmente para receber diferentes manifestações artísticas, como pintura, instalação, escultura, fotografia e vídeo.
Ao lado das obras de arte, chama a atenção também a beleza do Jardim Botânico, composto por mata nativa conservada, jardins de coleções botânicas e cinco lagos ornamentais. É tudo muito grandioso e exuberante. Dá vontade de se embrenhar pelos caminhos verdejantes, aspirando o ar puro enquanto os olhos se encarregam de registrar os inúmeros tipos de palmeiras (uma das maiores coleções brasileiras) e as variadas cores das orquídeas. Atualmente são cultivadas no Inhotim mais de 4.500 espécies de plantas. Nesse universo de paz absoluta, não se encaixam palavras como pressa, poluição e stress. Aqui, tudo é fonte de inspiração para novas criações profissionais ou simplesmente para o deleite estético.
O Instituto Inhotim foi idealizado pelo empresário Bernardo Paz na década de 1980. Logo no início, recebeu a visita do renomado paisagista Roberto Burle Marx, que apresentou algumas sugestões e colaborações para os jardins, cujo projeto paisagístico cresceu e passou por várias modificações. O espaço cultural foi apresentado pela primeira vez ao público em setembro de 2004. No ano passado, registrou a visita de mais de 160 mil pessoas.
A permanência no Inhotim é demorada, pois há muito para se ver. Portanto, vale a pena se programar e fazer refeição no local, seja um lanche ou um almoço caprichado. Como opções existem o restaurante (com bufê de saladas, pratos à la carte, sobremesas deliciosas e uma carta de vinhos para agradar os mais exigentes enófilos), o bar (pratos à lá carte, drinques, petiscos e lanches mais leves), a cafeteria (bebidas quentes e geladas, sanduíches, salgados e doces) e as lanchonetes (omelete, cachorro-quente, pão de queijo).
Mas, antes de ir embora, é indispensável passar na loja do museu. As tentações são muitas, incluindo objetos de decoração, utilitários, livros, brinquedos e produtos da culinária típica regional. A renda obtida com a comercialização dos produtos é revertida para programas de ação social da instituição, que é comprometida com o desenvolvimento da comunidade onde está inserida, seja de forma independente ou em parceria com o poder público.